Depressão na terceira idade em tempos de coronavírus
O isolamento social de idosos em casa, abrigos ou clínicas de repouso foi uma decisão inevitável para protegê-los da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Entretanto, a medida deve cobrar um custo emocional alto e gerar muitos casos de transtornos mentais como ansiedade e depressão, além de agravar quadros já existentes.
A necessidade de suspensão de visitas é consenso entre médicos, já que o vírus tem maior taxa de mortalidade em pessoas com mais de 60 anos. Para eles, é indicado apenas o contato por ligações e videochamadas.
De acordo com Raphael Boechat Barros, psiquiatra e professor da UnB (Universidade de Brasília), o isolamento pode gerar ou agravar quadros depressivos e de ansiedade. “Depressão em idoso já é difícil de tratar. Um dos pontos que mantemos como crucial no tratamento é a interação, as visitas. O isolamento é o oposto do que a gente indica. Então está perdendo essa parte crucial do tratamento”, diz.
Segundo ele, os cuidadores e familiares devem ficar atentos ao primeiro sinal de um idoso com quadro de tristeza aguda.
Independe de vírus, há muito problema pela depressão causada tanto pelo isolamento, quanto pela questão econômica”, explica.
O professor defende que o protocolo de atendimento emergencial deve incluir a questão de psiquiatria e psicologia, especialmente para os idosos. “Já houve esse protocolo em crises do passado. Agora ainda é recente, mas acredito que vão surgir esses protocolos.
José Reinaldo Júnior, geriatra e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) alerta que este é um momento de grande responsabilidade dos funcionários das casas de longa permanência e dos profissionais de Home Care para tentar suprir essa falta. “Os poucos funcionários que mantêm contato devem ter um bom grau de empatia, acolhimento e perspicácia de saber perceber quando alguém tiver em um nível de sofrimento emocional maior”.
Para Mariza Baumbach, pedagoga e analista comportamental, uma das preocupações que também deve ser levada em conta é o acesso às informações nesse período. “Idosos ficam expostos a uma quantidade de informações excessiva, e isso gera muita ansiedade. É preciso filtrar um pouco, tanto os abrigos, como aqueles que estão isolados em suas casas. Esse filtro é importante, porque gera até um pânico já que eles estão em um risco maior”, diz.
Baumbach defende que, já que o isolamento é fundamental, são necessárias ações em abrigos e junto aos profissionais de Home Care que mantenham os idosos ativos.
Neste momento os profissionais de Home Care e cuidadores de idosos assumem um papel fundamental para a boa saúde mental dos idosos, além dos cuidados com a saúde física. São eles que poderão auxiliar o idoso a se manter positivo, ativo e feliz, mesmo diante das dificuldades com acompanhamento psicológico eficaz e seguro seja presencial ou à distância.
Fonte: Uol/março 2020
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